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| 09/02/2010 |
Exploração de petróleo gera protesto argentino
 
O início das explorações de petróleo pelos britânicos em águas próximas das Ilhas Malvinas reavivou a tensão entre a Argentina e o Reino Unido, 28 anos depois da guerra travada entre os dois países pela posse do arquipélago do Atlântico Sul.
 

O início das explorações de petróleo pelos britânicos em águas próximas das Ilhas Malvinas reavivou a tensão entre a Argentina e o Reino Unido, 28 anos depois da guerra travada entre os dois países pela posse do arquipélago do Atlântico Sul.

Londres tentou minimizar o “protesto enérgico” do Governo argentino pela licitação de áreas das bacias marítimas adjacentes às Ilhas Malvinas, mas o jornal Financial Times indicou que o Governo britânico está preocupado que a tensão possa gerar um novo confronto militar.
“Gordon Brown mantém-se firme de que é preciso permitir a perfuração exploratória das águas em torno das ilhas, mas está preocupado em assegurar que não haverá uma escalada na disputa com Buenos Aires que leve a um confronto militar”, afirmou o diário britânico sem citar as suas fontes.

A disputa pela soberania das Malvinas levou a uma guerra entre Argentina e Reino Unido, em 1982, que terminou com a derrota do país sul-americano, que na época era governado por uma ditadura militar, com um registo de 649 argentinos e 255 britânicos mortos após 74 dias de combates.

O jornal indica que os diplomatas que cita anonimamente “negaram comentar se o Reino Unido estaria a planear o envio de forças militares para a região para assegurar que a Argentina não interfira nos seus planos”, e disseram também que havia “poucas expectativas de uma acção militar directa da Argentina”.
Mencionaram, em troca, a possibilidade dos argentinos “tentarem perturbar a passagem para a plataforma utilizando embarcações civis”. O Ministério britânico das Relações Exteriores considerou que “a Argentina é um parceiro importante para o Reino Unido. Temos uma relação próxima e produtiva numa variedade de temas bilaterais e multilaterais”, declarou um porta-voz do Ministério britânico das Relações Exteriores.

 
FONTE: Jornal de Angola
 
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