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| 08/02/2010 |
Efeitos da queda nos preços de gás natural no último trimestre de 2009
 
A redução dos preços do gás natural derrubaram o lucro da companhia de gás britânica BG Group.
 

A redução dos preços do gás natural derrubaram o lucro da companhia de gás britânica BG Group. No balanço anunciado nesta sexta-feira (5), a companhia registrou queda de 38,5% no lucro líquido do quarto trimestre do ano passado. O resultado recuou para 465 milhões de libras (US$ 729,5 milhões), de 756 milhões de libras no mesmo período de 2008.

A receita do trimestre diminuiu 10,5%, para 2,65 bilhões de libras (US$ 4,15 bilhões), de 2,96 bilhões de libras um ano antes. Mas, o lucro líquido ajustado, que exclui 127 milhões de libras em despesas principalmente com redução do valor de ativos, superou as expectativas dos analistas, ficando em 592 milhões de libras.

No quarto trimestre, a produção total de petróleo e gás da BG chegou a 673 mil barris por dia, aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2008, como resultado do início das operações de vários projetos. A BG afirmou que, na mesma base de comparação, o preço médio que recebeu pelo gás caiu 39%. No entanto, a estimativa da companhia para a próxima década foi melhor do que se esperava. A BG disse que seu crescimento anual até 2020 ficará no nível mais alto da sua meta, que vai de 6% a 8%.

 

 

Produção do Iara

 

 

O presidente executivo da BG, Frank Chapman, afirmou que a produção de petróleo do consórcio que vai a explorar o poço brasileiro Iara, poderá começar mais tarde que o previsto, devido a um teste mal sucedido. Depois de um teste que não deu os melhores resultados para o consórcio da Petrobras, BG e Galp, o grupo planeja avançar este ano um novo poço na mesma região, segundo Chapman.

Com uma estimativa de que Iara possa ter 3 a 4 bilhões de barris de petróleo e gás recuperáveis, a BG esperava tomar uma decisão de investimento sobre essa exploração no final do ano passado. A BG detém 25% no consórcio explorador junto com a Petrobras (65%) e a portuguesa Galp, com 10%.

Sobre a instalação de plataformas flutuantes de produção e armazenamento (os navios chamados FPSO), o presidente da companhia inglesa disse que "o número de opções [de localização] vai acelerar rapidamente".

A BG não só participação no Iara mas também no Tupi, a maior reserva petrolífera americana desde 1976. No Tupi, que ainda está numa fase de testes, a BG, a Petrobras e a Galp já produziram 3,5 milhões de barris de petróleo, revelou Frank Chapman.


 

 
FONTE: Monitor Mercantil
 
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